sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Buracos Negros




BURACO NEGRO


De forma simplificada, buraco negro é uma região do espaço que possui uma quantidade tão grande de massa concentrada que nada consegue escapar da atração de sua força de gravidade, nem mesmo a luz, e é por isso que são chamados de “buracos negros”.

Até hoje a melhor teoria para explicar este tipo de fenômeno é a Teoria Geral da Relatividade, formulada por Albert Einstein. Mas, para entender melhor do que se trata um buraco negro é preciso entender alguns conceitos.
Segundo a teoria de Einstein, a força da gravidade seria uma manifestação da deformação no espaço-tempo causada pela massa dos corpos celestes, como os planetas ou estrelas. Essa deformação seria maior ou menor de acordo com a massa ou a densidade do corpo. Portanto, quanto maior a massa do corpo, maior a deformação e, por sua vez, maior a força de gravidade dele. Consequentemente, maior é a velocidade de escape, força mínima que deve ser empregada, para que um objeto possa vencer a gravidade deste corpo. Por exemplo, para que um foguete saia da atmosfera terrestre para o espaço ele precisa de uma força de escape de 40.320 km/h. Em Júpiter, essa força teria de ser 214.200 km/h. Essa diferença muito grande, é porque sua massa é muito maior que a da Terra.
É isso que acontece nos buracos negros. Há uma concentração de massa tão grande em um ponto tão infinitamente pequeno que a densidade é suficiente para causar tal deformação no espaço-tempo que a velocidade de escape neste local é maior que a da luz. Por isso que nem mesmo a luz consegue escapar de um buraco negro. E, já que nada consegue se mover mais rápido que a velocidade da luz, nada pode escapar de um buraco negro.
Esses tais buracos negros seriam estrelas em seu último estágio de evolução, quando, depois de consumir todo seu combustível, a estrela com massa maior que 3 massas solares, se transformam em uma supernova[1] com um “caroço” no centro. Se a massa deste caroço, que pode ou não se formar, for maior que 2 massas solares ele cai sobre si mesmo, transformando-se em um buraco negro.
Às vezes acontece da estrela evoluir no que chamamos de “sistema binário fechado” quando duas estrelas ficam muito próximas e há transferência de matéria de uma para outra, podendo fazer com que uma delas acumule matéria em excesso provocando sua explosão em uma supernova. Nestes casos, o mais provável é que ela evolua para uma estrela de nêutrons[2], quando elétrons e prótons se fundem em nêutrons. Mas, acontece que em alguns sistemas a concentração de massa é muito grande e ocorre a formação de um buraco negro que continua “sugando” a massa daquela outra estrela maior.



[1] As supernovas são um tipo de estrela que representam, na verdade, a morte de uma estrela.
[2] Estrela de nêutrons é um estágio na vida de estrelas muito grandes que, depois de consumir todo o hidrogênio em seu núcleo e explodir em uma supernova, pode virar um corpo celeste extremamente denso e compacto onde não há mais átomos, mas um aglomerado de nêutrons. Por isso o nome: estrela de nêutrons.

Exercícios práticos de informática sobre Microsoft Word


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Abraços

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Ciência e Vida

Sou um homem da ciência e digo mais das ciências exatas, passei muitos anos firme nesse propósito, tinha resposta exata para tudo "minha ciência é mãe e ferramenta para outras ciências" a matemática é a verdade. Isso me satisfazia, um pesamento pra lá de aristotélico.

Agora, mais experiente, concordo com Rubem Alves, a matemática é fria e dura e em comparação com a vida quem é ela? para que serve? Há respostas nela para o sofrimento humano, para uma mãe que perde um filho, para um filho que perde sua mãe. Onde encontrar respostas?

Digo que hoje não busco mais respostas, mas busco conforto, conforto para um coração que sangra diante da vida dura, amarga e ingrata, para quem a matemática, ou melhor, as ciências se dobram e reconhecem sua inacreditável impotência.

Digo que busco o Deus, sem me preocupar em entender os números que regem sua infinita mente e sem nenhuma presunção de querer questioná-lo, pois mesmo que possa, não desejo.

Quero simplesmente experimentá-lo, pois sei que experimentando-o, faço parte dEle e sem perceber mergulho na mais profunda experiência e desejo humano de encontrar sua fonte eterna de vida, é como diz Tillich: "É como se uma gota de vinho caisse dentro de uma taça cheia de vinho", é o encontro, é o desejo, é a volição chamada amor que me faz achar o Verdadeiro Amor!