Sou um homem da ciência e digo mais das ciências exatas, passei muitos anos firme nesse propósito, tinha resposta exata para tudo "minha ciência é mãe e ferramenta para outras ciências" a matemática é a verdade. Isso me satisfazia, um pesamento pra lá de aristotélico.
Agora, mais experiente, concordo com Rubem Alves, a matemática é fria e dura e em comparação com a vida quem é ela? para que serve? Há respostas nela para o sofrimento humano, para uma mãe que perde um filho, para um filho que perde sua mãe. Onde encontrar respostas?
Digo que hoje não busco mais respostas, mas busco conforto, conforto para um coração que sangra diante da vida dura, amarga e ingrata, para quem a matemática, ou melhor, as ciências se dobram e reconhecem sua inacreditável impotência.
Digo que busco o Deus, sem me preocupar em entender os números que regem sua infinita mente e sem nenhuma presunção de querer questioná-lo, pois mesmo que possa, não desejo.
Quero simplesmente experimentá-lo, pois sei que experimentando-o, faço parte dEle e sem perceber mergulho na mais profunda experiência e desejo humano de encontrar sua fonte eterna de vida, é como diz Tillich: "É como se uma gota de vinho caisse dentro de uma taça cheia de vinho", é o encontro, é o desejo, é a volição chamada amor que me faz achar o Verdadeiro Amor!
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